Deputado Pannunzio

Diretamente de Brasília, as opiniões e atuação do deputado Federal Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) no Congresso Nacional.

21.5.08

História fantástica

Analista dos impactos da tecnologia das comunicações sobre o comportamento humano, Marshall McLuhan, num livro só recentemente publicado no Brasil, diz, a certa altura, o seguinte: “A velocidades eletrônicas ninguém toma decisões – cada qual se torna participante de uma situação complexa pela qual não pode assumir nenhuma responsabilidade.”
Essa afirmação chocante, pois colide com o entendimento generalizado de que todo ato humano envolve responsabilidades, pode ser ilustrada com a fantástica história a seguir. Ela resulta da reunião, sem compromisso com a coerência, de fragmentos das declarações feitas à CPMI dos Cartões Corporativos,
Era uma vez um experimentado funcionário do Tribunal de Contas da União, que por sua longa militância no PT fora convocado para prestar serviços à Casa Civil no atual governo.
Um dia, ele recebe de um subordinado uma relação de gastos exóticos do governo realizados durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas o que chama sua atenção não são os dados curiosos, pinçados dos gastos gerais da Presidência. Ele se encanta é com a planilha em que estão lançados. Esta lhe parece tão boa que resolve arquivá-la para aprimorá-la e torná-la perfeita para processos de prestação de contas.
Tempos depois, decide enviar um e-mail a um funcionário do Senado, que fora seu amigo, mas deixara de sê-lo e, agora, trabalha no gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB/PR), ferrenho oposicionista.
Esquecido das cautelas necessárias numa comunicação desse tipo, o funcionário engana-se ao anexar o arquivo que pretenderia enviar junto com a mensagem. Remete, ao amigo de outrora, a planilha dos gastos polêmicos.
O destinatário estava de férias, mas, dias depois, resolve passar pela sua sala de trabalho, abre o computador e recebe a mensagem. Assim começa a história do vazamento de dados reservados da Presidência.
Se remetente e destinatário falaram a verdade, McLuhan tem toda a razão…

criado por deputadopannunzio    17:28 — Arquivado em: Sem categoria

20.5.08

Ânsia de apoiar

Controlador do diretório local do PMDB, ex-vereador Oswaldo Duarte Filho, fez saber que seu partido só se coligará com o PSDB, em Sorocaba, se o candidato dos tucanos a prefeito for o deputado federal Renato Amary. Seu exemplo foi pressurosamente imitado pelo empresário Chaves Neto, que tem em suas mãos o controle do diretório do PSB.
Os dois se esqueceram, em seu anseio incontido de apoiar o ex-prefeito, que segundo as regras do jogo político, apoio a pré-candidato é uma impossibilidade legal e uma feia tentativa de interferência em partido alheio.
O PSDB vai à convenção com dois pré-candidatos. O prefeito Vitor Lippi pretende disputar a reeleição e o deputado Renato Amary quer voltar à Prefeitura.
Até a convenção, só quem pode apoiar um ou outro são os convencionais do PSDB. Condição essa em que nem Oswaldinho – com quem tenho um bom relacionamento – nem Chaves Netto se enquadram.

criado por deputadopannunzio    15:48 — Arquivado em: Sem categoria

16.5.08

Cursos com notas ruins

O sistema de avaliação sistemática dos cursos superiores foi criado no governo do presidente Fernando Henrique e, modificado no governo, Lula tornou-se hoje uma exigência da sociedade. O Ministério da Educação acaba de avaliar 103 cursos de Medicina e informa que 17 deles – quase um em cada cinco – tiveram notas ruins no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enad) e no Indicador de Diferença de Desempenhos Observado e Esperado (IDD). O mau desempenho inclui quatro cursos de universidades federais e alguns, caríssimos, de universidades particulares paulistas.

Quando o cidadão adquire, numa loja, uma mercadoria com defeito – seja um carro ou um liquidificador – o Código de Defesa do Consumidor garante a ele o direito de exigir que o item defeituoso seja trocado por outro em perfeitas condições. Mas como compensar o jovem que gastou seis anos de estudos numa escola de medicina, que só pode começar a funcionar após autorizada pelo o MEC, que descobre, depois de formado, que carregará por toda vida o peso do diploma de uma escola ruim, que vai afugentar pacientes e dificultar-lhe a carreira? Garantir-lhe a possibilidade de cursar por outros seis anos uma escola boa seria castigo e não reparação.

O tema desafia a criatividade dos administradores da educação e dos legisladores. Não fazer nada é castigar o profissional e punir seus futuros pacientes com diagnósticos imprecisos, tratamentos inadequados e todas as seqüelas que podem se originar disso.

criado por deputadopannunzio    11:50 — Arquivado em: Sem categoria

15.5.08

A crise do feijão em SP

Há uns trinta anos ou quase isso, o sudoeste paulista, graças a uma política induzida pela Secretaria da Agricultura do Estado, tornou-se um dos principais pólos produtores de feijão no Brasil, suprindo aqueles mercados em que o feijão de mesa não é o feijão preto.

A diretriz seguida, baseada em culturas familiares, com pouca mecanização, criou um interessante mecanismo de distribuição renda. Teve, porém, de ser abandonada após a proibição do trabalho de crianças e adolescentes, mesmo em atividades rurais de cunho familiar, e da inexistência de seguro agrícola satisfatório para pequenos produtores.

O feijão, naqueles municípios, cedeu lugar às pastagens, que agora estão sendo substituídas pelos canaviais. A situação das famílias regrediu. E o uso da mão-de-obra infantil, em condições bem piores do que nas lavouras em que trabalhavam com seus pais, piorou.

Seria oportuno repensar a inserção da família rural no mercado consumidor através de uma cultura que elas conhecem e podem desenvolver com sucesso, desde que tenham apoio adequado. Isso traria vários ganhos econômicos e sociais, tais como a oferta regular de um produto de presença obrigatória na mesa do brasileiro, a preços que estes podem pagar e a contenção do êxodo das famílias de pequenos agricultores para cidades.

O momento oferece oportunidade promissora para o Brasil expandir e diversificar a indústria de alimentos, com repercussão positiva na agregação de valor na exportação de grãos, na oferta regional de novos empregos, descentralização dos investimentos e geração de riqueza nas cidades de pequeno e médio portes.

criado por deputadopannunzio    16:55 — Arquivado em: Sem categoria

14.5.08

A hora da cultura de alimentos

Os governos dos países desenvolvidos encontraram nos subsídios agrícolas uma forma eficiente de preservar seus centros urbanos do êxodo rural e manter os agricultores satisfeitos. Amplos mecanismos de proteção garantem que eles tenham lucros apreciáveis, quer a safra seja boa ou ruim. Muitos recebem pagamentos para não cultivar suas terras. E o que venham a obter da terra, recebe ajuda governamental para chegar aos mercados consumidores a preços competitivos mesmo com os produtos de países de sólida vocação agrícola como o Brasil.

Mas neste momento em que os preços de produtos básicos, como o arroz, disparam em todo mundo, censurar a política de subsídios daqueles países centrais não basta.

É preciso transpor, para as culturas de alimentos, a eficiência gerencial e de escala que fez do Brasil um líder na produção de grãos, como a soja. Este é o momento para nosso país somar, à condição de grande produtor de insumos agrícolas de exportação e de cana destinada à geração de energia, a de produtor de alimentos em larga escala. A exportação de alimentos, muito mais significativa do que a exportação de grãos, agrega valor à economia: gera empregos, riqueza, novas tecnologias. É a grande chance que o Brasil tem hoje de fortalecer sua agroindústria.

criado por deputadopannunzio    10:14 — Arquivado em: Sem categoria

13.5.08

Desvios no BNDES

É difícil superestimar o papel do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na história recente do Brasil. Com ele e com a Fundação Getúlio Vargas o País aprendeu a planejar e governar por projetos. É triste ver um organismo tão importante contaminado por fraudes e desvio de verbas públicas.

É indispensável investigação severa. Os casos mais graves envolvem figurões do movimento sindical. Prepostos destes, indicados para que o trabalhador tivesse voz e voto nas decisões do BNDES, traíram a confiança dos assalariados e rapidamente organizaram uma máfia para apoderar-se do dinheiro público.

criado por deputadopannunzio    10:37 — Arquivado em: Sem categoria

12.5.08

Aumento à vista nas tarifas

O governo Lula encontrou uma fórmula para reajustar em 10% o preço da gasolina nas refinarias e, mediante uma redução no valor da Cide (Contribuição de intervenção no domínio econômico), evitar que seja repassado ao consumidor. Não fez o mesmo com o óleo diesel, que vai subir de preço e gerar aumento dos fretes e das tarifas de transporte coletivo…

Com tarifas de ônibus urbanos mais caras, aumentará o número de brasileiros forçados a abrir mão do transporte coletivo porque não o podem pagar. Enquanto isso, uma velha reivindicação dos prefeitos que defendem a democratização da mobilidade urbana, de desoneração dos insumos usados pelas empresas de ônibus urbanos, permitindo que a tarifa possa ser reduzida, continua esquecida pelo presidente.

criado por deputadopannunzio    11:15 — Arquivado em: Sem categoria

9.5.08

Ares poluídos

Há pouco, a Petrobras foi obrigada a suspender a veiculação de peças publicitárias que a mostravam como modelo de respeito ao meio ambiente. Motivo: diesel por ela produzido tem 500 partes de enxofre por milhão e o Conselho Nacional do Meio Ambiente exige que, até janeiro de 2009, essa quantidade seja reduzida a 50 partes por milhão, em benefício dos pulmões dos brasileiros. Na Europa, a presença do enxofre é de, no máximo, 15 partes por milhão desde 1999.

Em Sorocaba, a Cetesb e a Prefeitura têm feito um bom trabalho para reduzir a poluição do ar pela atividade industrial. Mas na vizinhança a coisa está feia. Três das dez maiores empresas poluidoras do ar no Estado de São Paulo operam nos vizinhos municípios de Alumínio, Votorantim e Salto da Pirapora.

criado por deputadopannunzio    11:48 — Arquivado em: Sem categoria

6.5.08

Ciclovia sempre é um ganho

A implantação de ciclovias é uma tendência generalizada nas grandes cidades. Com elas, tenta-se conciliar a redução dos congestionamentos ocasionados pela locomoção em carros individuais com a prática, pelos ciclistas, de exercícios que melhoram a sua qualidade de vida. A introdução delas, nas cidades brasileiras, tem o mérito de mudar a imagem, falsa e preconceituosa, de que se trata de um veículo cuja utilização deve restringir aos mais pobres e, por isso, não merecedor de atenção de governantes dominados por aquilo que vem sendo definido pelos analistas como demofobia (horror ao povo).

criado por deputadopannunzio    16:42 — Arquivado em: Sem categoria

Ladeira acima

Aqui em Sorocaba, tem havido críticas à implantação de uma ciclovia na rua Paes de Linhares. Há quem ache que a obra conflita com a topografia do local. Subir do final daquela via, na avenida Dom Aguirre, até a Vila Fiori, pedalando ladeira acima, de fato exige esforço e um preparo físico que nem todos possuem. Mas os adeptos do ciclismo sempre conseguem superar obstáculos e, ora pedalando, ora empurrando a bicicleta, conseguem cobrir o percurso e acessar o acesso à Zona Norte. Sem a existência da ciclovia na Paes de Linhares isso era, antes, tarefa quase impossível e de altíssimo risco.

criado por deputadopannunzio    16:41 — Arquivado em: Sem categoria

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