15.5.08
A crise do feijão em SP
Há uns trinta anos ou quase isso, o sudoeste paulista, graças a uma política induzida pela Secretaria da Agricultura do Estado, tornou-se um dos principais pólos produtores de feijão no Brasil, suprindo aqueles mercados em que o feijão de mesa não é o feijão preto.
A diretriz seguida, baseada em culturas familiares, com pouca mecanização, criou um interessante mecanismo de distribuição renda. Teve, porém, de ser abandonada após a proibição do trabalho de crianças e adolescentes, mesmo em atividades rurais de cunho familiar, e da inexistência de seguro agrícola satisfatório para pequenos produtores.
O feijão, naqueles municípios, cedeu lugar às pastagens, que agora estão sendo substituídas pelos canaviais. A situação das famílias regrediu. E o uso da mão-de-obra infantil, em condições bem piores do que nas lavouras em que trabalhavam com seus pais, piorou.
Seria oportuno repensar a inserção da família rural no mercado consumidor através de uma cultura que elas conhecem e podem desenvolver com sucesso, desde que tenham apoio adequado. Isso traria vários ganhos econômicos e sociais, tais como a oferta regular de um produto de presença obrigatória na mesa do brasileiro, a preços que estes podem pagar e a contenção do êxodo das famílias de pequenos agricultores para cidades.
O momento oferece oportunidade promissora para o Brasil expandir e diversificar a indústria de alimentos, com repercussão positiva na agregação de valor na exportação de grãos, na oferta regional de novos empregos, descentralização dos investimentos e geração de riqueza nas cidades de pequeno e médio portes.
criado por deputadopannunzio
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