27.11.08
Preocupado com as relações Brasil/Equador, sugeri, nesta semana, que a Câmara convide o embaixador do Brasil no Equador, Antonino Porto e Santos, e o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para esclarecerem os procedimentos do governo brasileiro diante da crise diplomática com aquele país.
Na semana passada, o governo equatoriano anunciou que poderia suspender o pagamento de um empréstimo do BNDES. A alegação: a dívida, de US$ 331 milhões com juros e encargos, utilizada para construção de uma hidrelétrica no país, seria "ilegal".
Ao que parece, o presidente Rafael Correa encontrou uma fórmula de resolver os seus problemas internos: ele simplesmente alega a não validade de todo e qualquer acordo que tenha sido firmado por seus antecessores. Isso significa a institucionalização do calote como arma de negociação.
7.11.08
O mundo todo queria Obama, estava torcendo por Obama, porque ele veio com um discurso e uma postura novos, com o slogan "mudança", defendido de forma convincente na sua maneira de ser e de conduzir a campanha. A minha dúvida era se os americanos também queriam Obama, e agora foi provado que eles também queriam. Obama não se colocou como candidato dos negros, mas como candidato dos amerinanos, num momento muito oportuno, porque representou o contraponto possível face à atual conjuntura do mundo e dos Estados Unidos, hoje no centro de uma crise econômica e financeira, com forte impacto nos empregos, recessão e plano de politica internacional desastroso como jamais tivemos na história, com guerras impopulares (Iraque e Afeganistão) e com história do terrorismo do qual foram vítimas. Tudo muito parecido com o Bush, e Obama soube se apresentar naturalmente como o contraponto do Bush e de tudo o que está aí. Torço para que ele realmente consiga mudar.